quinta-feira, 24 de maio de 2012

Viagem perfeita é assim: de bike do começo ao fim!

Viagem perfeita é assim: de bike do começo ao fim.


Na Praça Panamericana, encontrando Alexandre e Sandra, pra sairmos pro ponto de encontro.

Bike pronta pra viagem!
O ponto de encontro seria em Interlagos, então encontrei a Sandra e o Ale na Praça Panamericana pra sairmos em direção a ciclovia da Marginal Pinheiros. 
Pra nossa surpresa e alegria, nossa amiga Roberta Godinho, a energia e fotógrafa oficial dos pedais apareceu pra nos acompanhar até lá.
Encontramos o Andretta e o Zé Renato na Estação Vila Olímpia e seguimos pra estação Jurubatuba.
A sensação de sair com a malinha no bagageiro da bike, e cruzar a Praça Panamericana as 17 hs sem pegar aquele trânsito infernal de véspera de final de semana com sol é indescritível. E ainda ganhamos um por do sol de presente!
Foto da Roberta Godinho







Roberta Godinho em ação






Outra coisa que já percebi há algum tempo, mas que cada vez fica mais evidente: quem não anda de bicicleta não conhece metade do que a cidade nos oferece! Pedalar nessa ciclovia a noite, tirando o cheiro do rio, te faz perceber a cidade de outro ponto de vista. E é um belo ponto.
Chegamos em Jurubatuba as 18:30, na hora do rush. 
Roberta Godinho, sem perder um detalhe...


Encontra os amigos, come um sanduba, toma uma cerveja, põe as bikes no ônibus, e lá vamos nós! Rumo ao Rio de Janeiro! Direto abraçar o Cristo.
Minha primeira viagem totalmente de bike! Felicidade e realização!






sexta-feira, 18 de maio de 2012

Limão

Mandei essa criação pra rede itsnoon, participando de uma chamada que o Itau Cultural fez sobre o papel da bicicleta na sociedade.



A bicicleta é um simbolo de transformação. Sozinha, ela pode transformar uma vida. Muitas delas juntas podem transformar uma sociedade inteira.
Esse objeto, tão simples e sustentável, está muitas vezes associado a um grande movimento de mudança. São as rodas que movem a energia, que ajudam a dar um novo sentido a vida e tornam a batalha do dia a dia muito mais divertida! 
Por isso, se a vida te der um limão, faça uma bicicletada! 

Mandei algumas outras peças, mas essa que fala sobre transformação é a que mais acredito.

Agradecimentos a Jose Renato Bergo, que me ajudou na arte!

quarta-feira, 9 de maio de 2012

Educando motoristas e ciclistas na cidade planejada para carros.





Há uma semana a CET espalhou faixas pela cidade começando uma campanha para educar motoristas e finalmente inserir os ciclistas como parte do trânsito da cidade.
Um passo bem importante, já que a quantidade de ciclistas aumenta a cada dia, assim como a quantidade de acidentes fatais envolvendo bicicletas. Poderia até dizer uma conquista histórica, porque é a primeira vez que o ciclista COMEÇA a ser VISTO como parte da cidade. Digo "começa" porque até que ele seja totalmente visto ainda faltam muitas medidas.
A bicicleta é considerada um veículo no CTB ( Código de Trânsito Brasileiro), mas é a primeira vez que isso é exposto dessa forma.


A CAMPANHA


Para os motoristas, as faixas pedem para:


- darem prioridade aos ciclistas
- reduzirem a velocidade na ultrapassagem 
- respeitarem o ciclista, mantendo uma distância segura.


1,5m é a distância recomendada. Como vou calcular 1,5m? Simples: basta não tirar uma fina, basta não compartilhar a mesma faixa que o ciclista está ocupando (a da direita) e mudar de faixa para ultrapassa-lo.





Como aqui no Brasil tudo funciona na base da multa, ok, não tem outro jeito, então vamos lá. A partir do dia 14/05 motoristas serão multados ao cometerem essas infrações.


Para os ciclistas:


- respeitarem a sinalização do trânsito
- andarem no bordo da pista.
- andarem no mesmo sentido que os carros
- respeitarem o semáforo.






QUAL SEMÁFORO? O SEMÁFORO FEITO PARA CARROS ?


Há uma questão bem importante que não está sendo levantada:
São Paulo foi toda planejada para carros. OS SEMÁFOROS FORAM FEITOS PRA CARROS, inclusive pedestres não conseguem atravessar em certos pontos da cidade, mesmo com semáforos exclusivos. Quem anda direto a pé pode comprovar: apertar o botão é a mesma coisa que não apertar nada.



Portanto, respeitar essa sinalização para um ciclista é questionável.


Vou explicar melhor:


Quando o ciclista aguarda o semáforo abrir entre a faixa de pedestres e o semáforo ( e não entre a faixa e os carros) é por alguns motivos
1 - para ser visto pelos motoristas.
2 - para conseguir arrancar um pouco antes dos carros, já que ele demora um pouco mais para "dar a largada", principalmente nas subidas.
3 - pra liberar a saída dos carros quando abre o semáforo.


São os mesmos motivos que levam muitos ciclistas a cruzarem o sinal vermelho.


São regras invisíveis, que ninguém nos ensina quando começamos a pedalar, mas se tornam frequentes pela própria segurança de quem pedala.


Não justifico a suposta imprudência, mas que tal termos semáforos exclusivos abrindo 6 ou 8 segundos antes dos carros? Aí possibilitaria que o ciclista saísse realmente em segurança.


Fiz um texto bem detalhado sobre o comportamento do ciclista na cidade planejada para carros, as medidas que outras cidades adotam, e principalmente o eterno questionamento sobre cruzar o farol vermelho.


CARRO X BIKE

Quem está acostumado a andar de carro, não tem ideia de como nossa cidade é pequena, plana (sim, ela pode ser plana dependendo dos caminhos escolhidos), dos cheiros e dos barulhos agradáveis que ela pode ter. A cidade só parece grande pela quantidade de tempo que as pessoas passam dentro dos carros. Concluí que eu levo sempre o mesmo tempo pra chegar nos lugares de carro e de bike. Com algumas diferenças:


Num eu fico parada, no outro eu estou em movimento. 
Num eu gasto gasolina, no outro eu libero endorfina. 
Num eu engordo, no outro emagreço. 
Num eu fico estressada, no outro eu fico feliz!





Ainda falta muito pra São Paulo ser perfeita para as bicicletas, mas essa iniciativa ja é um grande avanço.


quarta-feira, 2 de maio de 2012

W x C em SP - capítulo 2

Escola Lumiar


Um dos motivos do Nic e da Kristina terem vindo pra cá foi a metodologia de ensino proposta pelo Ricardo Semler, fundador da escola Lumiar.
Mandei um email para a Marina, diretora, me apresentando e falando um pouco sobre a viagem do casal, que se interessava muito em conhecer a escola.
Coincidentemente eles teriam um evento nesse dia, mas ainda não tinham decidido qual. 
Então o evento foi um delicioso passeio pelo centro de São Paulo seguido de um super café da manhã e um bate papo com os alunos e seus pais.


foto da Roberta do Bike and Beer




Foto do Alexandre Carnicelli

Foto do JP Amaral

Foto do Alexandre Carnicelli



As crianças se divertiram com a bicicleta do Batman ( como batizou minha amiga Roberta Matheus). 









Os adultos tiveram a oportunidade de conhecer os projetos World by Cycle e um pouco do World Bicycle Relief. O casal teve a oportunidade de conhecer a escola Lumiar e todos juntos tivemos a oportunidade de pedalarmos pelo centro de São Paulo, com a ajuda da Teresa d' Aprile, do Saia na noite e do pessoal do Bike Anjo.


Teresa, do Saia na noite, e J P Amaral, do Bike Anjo


Infelizmente, prezando pela segurança de todos, tivemos que limitar o passeio a crianças maiores de 12 anos e as pequenas somente nas cadeirinhas, com seus pais.


A bat bike


O que tem nas bikes do Nic e da Kristina? Tem tanta coisa que é melhor perguntar o que não tem.


Foto da Roberta do Bike and Beer
Kit de primeiros socorros
Utensílios de cozinha
Ferramentas pra bike
Um "raio" que dispara pra matar bactérias. (Eles podem pegar água de qualquer lugar).
Roupas /casaco/capa de chuva
Cobertor
Sabão em pó/shampoo/tudo em pequenas embalagens.
Barraca
i pad/ câmera e acessórios
Placa de energia solar ( esse é o que eu mais gosto!).


Ele pode pedalar com a placa atrás da bike, captando energia solar e depois consegue carregar o ipad, celular, qualquer coisa estando no meio do nada.
É a bicicleta completamente sustentável.


Por isso minha preocupação em largar os dois sozinhos "explorando" São Paulo.


Copos de café


Outra coisa que eu adoro é o copo com tampa pra tomar café. Nós deveríamos produzir esses copos nas empresas. Cada pessoa que toma um cafezinho joga o copo de plástico no lixo. Uma pessoa que tome 4 cafezinhos por dia produz um lixo de mais de 100 copinhos por mês. Se uma empresa tem 500 funcionários, faça as contas. Não seria muito mais óbvio cada funcionário ter seu próprio copo pra tomar café?


Lixo


Outra história interessante que a Kris me contou foi sobre passar 3 meses sem produzir lixo nenhum, como comprar só o sabão em pó, sem a embalagem ou produzir seu próprio shampoo. Pedi pra ela me escrever os detalhes, porque com certeza, em inglês, depois de uns copos de vinho perdi muitos deles.


Ciclovila/ Tag/ Pasquale


Saindo da escola, pedalamos até a ciclovila = parque de diversões. 







Toma açaí, come bolo de banana, toma suco de uva, e vai!
Vai direto pra Tag and Juice trocar o suco de uva pela degustação de vinho.
A Teresa já quis levar a garrafa. Não entendam mal. Ela só queria o rótulo mesmo.






Falando sobre a descoberta da bicicleta. Foto do Nic Arney - World x Cycle

Toma vinho, fala sobre bikes, pira no beco do Batman, e vai!
Vai pro Pasquale jantar. E tomar mais vinho, e conversar com um novo amigo da bike, que veio do Texas pra cá.... De bicicleta, claro...




E quando cheguei em casa, ganhei um presentão do meu filho. 
Coisas da bicicleta...




E queria agradecer muito a:


Escola Lumiar - pelo cafe da manhã maravilhoso e pela oportunidade dessa troca
Bike Anjo - pelo segurança do nosso passeio
Teresa d'Aprile - por toda a ajuda desde o começo do projeto
Denize Markman - por toda a ajuda desde o começo do projeto
Scoobike - pela divulgação e venda dos adesivos
Tag and Juice - pela divulgação e venda dos adesivos
Ciclovila - pela divulgação e venda dos adesivos

segunda-feira, 16 de abril de 2012

W x C em São Paulo - capítulo 1

Aventura parte 1: Rodoviária do Tietê.


A aventura começou logo na rodoviária, quando a zozó aqui achou que eles chegassem as 19:30 de quinta, e ficou lá esperando até as 22:30, porque supostamente tinha chovido, e supostamente o ônibus teria atrasado e supostamente a cidade estaria alagada... aquelas coisas que nós, cidadãos paulistanos já nos acostumamos.







Imaginanei o casal chegando em plena rodoviária do Tietê, depois da chuva, caos em São Paulo, sem falar nada de português, com duas bikes gigantes e a kristina pensando: "quem é essa Rachel? Onde está essa tal de São Paulo que ela me mostrou nas fotos?" Se fosse eu, já ia achar que tinha caído num desses golpes pela internet e já pegaria o próximo ônibus direto pra qualquer lugar longe daqui. 


A idéia era que eles chegassem as 19:30 pra gente poder colocar as bikes no metrô e vir da estação Vila Madalena pedalando até a minha casa, mas quando vi que eles não chegariam a tempo, escrevi um bilhete, que na verdade estava muito mais para uma carta, que dizia, entre outras coisas:


"CUIDADO! (acho que era exatamente assim, em letras garrafais). Não saiam da rodoviária. Peguem o taxi comum, esse que fica aí dentro mesmo. Vocês podem pagar no cartão de crédito adiantado, vai ser mais seguro. Talvez vcs tenham que pegar dois táxis, dependendo do tamanho de vocês. Fiquem sempre de olho nas bagagens. Etc. Etc. Etc." E todas aquelas recomendações que qualquer paulistano faria a qualquer estrangeiro. Entreguei a carta para a mulher do desembarque, explicando que chegaria um casal numa bicicleta sem falar português. "Numa bicicleta?"- ela perguntou, com os olhos arregalados. E eu: "Na verdade em duas".


E de repente, lá pelas 9 da manhã de sexta-feira, aparecem os dois malucos na minha rua... pedalando... ( sim, o ônibus deles chegaria as 7:30 da manhã, essa foi a confusão).


O melhor de tudo é que eles receberam o bilhete/carta/pergaminho, mas mesmo assim, vieram pedalando, "explorando" São Paulo.


Meu filho, que ouvia falar sobre uns tais australianos que viajavam pelo mundo de bicicleta tinha acordado as 6 da manhã de tanta ansiedade.
Gabriel, acordado desde as 6hs: "e ai, mãe, eles já chegaram?"
Quando ele viu as bicicletas com placa de energia solar, mil ferramentas, computador de bordo, e todo o resto da casa no bagageiro, enlouqueceu de vez. 


Sala de casa: estacionamento de bikes!
Aventura parte 2: Jacqui!






A Jacqui, uma outra australiana envolvida no projeto, chegou um pouco mais tarde. Descobri que ela estava no Brasil, mais precisamente no Rio de Janeiro, num barco que veio da África do Sul pra cá com uma família, tipo a família Schurmann: um casal e QUATRO filhos pequenos. Sim, idades: 6,5,4 e 10 meses. 


http://vimeo.com/39946099
Detalhe: Até a metade do almoço eu tinha entendido que a Jacqui era a mãe das crianças AND documentarista AND viajando num barco. E eu olhava e pensava: "Uau! quero ser ESSA mulher! Tão nova (já não daria, ela tem 22), já com 4 filhos, trabalhando, e deixando os quatro com o marido num barco pra ir trabalhar em outra cidade? Que mulher independente e bem resolvida! 


Na segunda metade eu descobri que ela só estava no barco a trabalho. Ufa... E saiu de um barco com 4 crianças, pra desembarcar em São Paulo, e pedalar mais de 100 km pra Santos sem ter pedalado 10 km na vida toda! 


E depois ainda descobri que o avião dela, tipo pinga pinga, saía de SP 1:30 da manhã, e ela voaria mais de 40 horas... 


Como diz sua tatuagem: "Sempre possibilidade".


Aventura parte 3 - As águas de abril.


Não era em março que chovia? Não tem aquela música famosa que fala sobre as águas de março fechando o verão?
No caso este ano, não seriam as águas de abril?
Depois do almoço, lá pelas 17 hs, saí com eles pra dar uma volta. Ia pro centro, mas quando vi a hora, decidi parar na Avenida Paulista. Santa decisão.
Quando entramos no metrô o céu estava azul! Até tinha cogitado fazer um pedal com eles no minhocão a noite, etc. 




Descemos na Estação Brigadeiro pra caminharmos até a Praça do Ciclista, passando pelo MASP, Conjunto Nacional, etc. Todos os planos literalmente por água abaixo. Sabe quando vc passa semanas planejando algo e acaba parando num boteco que você nunca tinha entrado na vida? Passamos algumas horas lá nos abrigando dAquela chuva que caiu em São Paulo...
Onde foi parar meu foco???
Então... Mas quem está na chuva é pra se molhar, não é mesmo?




Bora passear então!