sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

Rá deriva na São Silvestre





Paulistana, 38 anos, eu nunca tinha visto a São Silvestre ao vivo. Sempre viajei nessa época, mas curiosamente a deriva me trouxe de volta a São Paulo. Eu poderia ter ficado em Paraty, depois poderia ter ido pro Rio, mas não sei porque quis voltar.
E foi emocionante acompanhar a São Silvestre de perto. Fui seguindo outros ciclistas, que iam na paralela. 
Choveu na largada e na chegada.








No dia seguinte, algumas pessoas que estavam lá comentaram no facebook: lavei minha alma no último dia do ano. Pra mim a chuva + poças d' água em pleno centro de São Paulo, significavam: torço pra que seja uma pneumonia e não uma leptospirose. 


É o que eu sempre digo: tudo depende do ponto de vista. Né?


Na chegada, pra mim foi uma roubada. Subi pelo lado esquerdo da corrida. E pra atravessar a rua Brigadeiro Luis Antonio, pra pegar a Av Paulista e voltar pra casa? Não dava. Então eu acabei descendo até o Obelisco, ponto de chegada. Ai sim foi uma roubada. Chuva, lama, e um trânsito de gente indo e voltando pra lá e pra cá. Fiquei presa por uma hora e meia tentando sair da multidão, e quando consegui,  caiu uma mega chuva, que me deixou realmente de alma lavada ou de pneumonialeptospirose... meus últimos minutos do ano, antes de ir pro jantar de reveillon, foram na ofner, repondo as energias com 8 bombons... e esperando a mega chuva passar.


Eu realmente nao me importo em pedalar na chuva, desde que seja possível enxergar e não cair nas poças que se insatalam nos buracos da cidade...


Primeiro foi a largada dos deficientes. Depois a das mulheres e depois a dos homens. 



Tinha gente fantasiada de tudo, e protestando contra tudo!




















Adorei o entusiasmo desse homem, que passou por mim e comemorou!



Esse é o espírito da São Silvestre. Muita gente feliz com tanta endorfina! Fantástico! Emocionante!
Entendi por que a deriva me trouxe pra cá na virada do ano! : )
Não interessa quem chegou em primeiro lugar. Interessa saber que São Paulo tem seus dias mágicos e coloridos, com as ruas "poluídas" de pessoas, mesmo que seja o último dia do ano, e debaixo de chuva. 


E que seja pra não desmerecer o título de "cidade da garoa"!







domingo, 1 de janeiro de 2012

Cidade se redesenhando na última semana do ano

Sao Paulo é realmente muito previsível. No final do ano se divide em duas fases: uma antes do natal, quando as ruas ficam lotadas e o trânsito infernal, e depois do dia 25, que parece uma cidade fantasma. Fiz as primeiras fotos na semana entre os dias 18 e 23, e as últimas voltando da São Silvestre no dia 31/12, as 21hs, depois ( ou durante) da última chuva do ano.








Pontos de vista 3...

Seguindo a linha dos pontos de vista...




...o caminho está meio claro, ou meio escuro?

Paraty é linda, mesmo com chuva.







Foto tirada em 07/01/2011, parte do projeto "7 erros".


Barracas de caipirinhas. A pinga é a bebida tradicional de Paraty. Em agosto tem o festival da cachaça.



Malabarista
Arquitetura de Paraty
Loja de artesanato local.

Cachorros em Paraty, também parte do projeto "7 erros".



Malabaristas no final de tarde.

Loja
Loja, dependendo do ponto de vista. Foto de janeiro de 2011.

Foto de janeiro de 2012.

Final de tarde no centro histórico 
Guarda-chuva, um ótimo utensílio para  Paraty.

Parte da paisagem que gosto de Paraty. Toda vez que vou pra lá, passo algum tempo contemplando a amplitude desse lugar, que não cabe na câmera, mas na memória.
Parte dessa amplitude desse mesmo canto da cidade.